Bocuda
APJ- Pegando o exemplo de São Paulo, onde faltam prédios, juízes e estrutura, como a senhora faz? A senhora cobra do governador mais recursos para o Tribunal de Justiça?
Eliana – Sabe que dia eu vou inspecionar São Paulo? No dia em que o sargento Garcia prender o Zorro. É um Tribunal de Justiça fechado, refratário a qualquer ação do CNJ e o presidente do Supremo Tribunal Federal é paulista
Trecho da entrevista exclusiva concedida à Associação Paulista de Jornais pela a corregedora nacional de Justiça, Ministra Eliana Calmo.
Aqui, no Amazonas, quem fala pelos cotovelos chamamos de pessoa ”bocuda”.
Se você gostou deste post ou não, por favor considere escrever um comentário ou participe do nosso RSS feed para ter futuros artigos entregues ao seu leitor de feeds.








http://oab-mt.jusbrasil.com.br/noticias/2392952/ministra-corregedora-do-cnj-concede-entrevista-a-revista-veja
Caro Dr Zamith.
Permita-me inaugurar a divergência.
Bocuda não seria muito deselegante?
“Corajosa“ lhe caberia muito bem.
Acostumados a ter suas panelinhas impenetráveis, muitos não apreciam esse estilo arrojado da Ministra.
Ha vácuos no judiciário que devem ser prenchidos, discutidos, não cabe mais aquela penumbra cinzenta que tenta , e muitas vezes consegue, encobrir “criminosos de toga“ ao qual , hoje mesmo, a Ministra afirmou ser uma minoria.
Ela está disposta a encarar essa mesma minoria e manifestou sua indignacão na materia que vai a plenario amanha (28) e diz respeito a competencia do CNJ.
Me parece que há também um certo preconceito por ela ter vindo do MP, ou algo assim.
Espero que ela consiga manter essa disposicao por longo tempo.
Vida longa a Ministra.
à vontade para divergir, mas..
Pode ser corajora, destemida, intimorata…. entretanto, não deixa de ser bocuda.
Tô cheio dos sassás mutemas da vida.
Abraços.
Concordo com tudo o que foi escrito. A Ministra é BOCUDA sim! Se há corrupção ou bandidos atrás de togas, que ela os indique. Se não o fizer, cabe à AMB uma bela interpelação judicial. Não podemos aceitar esse comportamento que remonta aos “anos de chumbo”. A Corregedora Nacional de Justiça não é o Judiciário e tampouco está autorizada a falar em nome dele. Pelo restabelecimento da ordem e respeito aos magistrados!
Olha o preconceito Excelencia?
Seria ela, então, discriminada por ser uma “sassá“ baiana?
Compulsando o Google, nota-se, é concursada juiza federal e foi galgando postos.
Se existe mais algum argumento depreciativo/expressivo que nós não saibamos, por favor, compartilhe conosco.
Abracos
Trata-se de um clássico exemplo do direito do enforcado de balançar as pernas.
Afinal, qual Corregedor pode aceitar uma diminuição da capacidade de punir sem reclamar?
O termo “Sassá Mutema” faz referência a personagem de novela antiga; apresentava-se como o salvador da pátria. O único impoluto numa cidade cheia de corruptos.
Não deve ser do seu tempo, mas era só procurar no São Google.
Eu posso até concordar com quase tudo o que ela fala. Mas ela, na posição que ocupa, tem o dever de dar nome aos bois. Já eu, que não falei disso e tampouco demonstro interesse, já não tenho essa obrigação.
Até mais, nobre Magistrado.
Falar mal genericamente da polícia todo mundo pode…impressionante! E coitado dos policiais honestos. Qual o problema da Corregedora enunciar que existem bandidos togados? Eles existem mesmo, em que pese a alta dignidade da justiça. Só sente ofendido a quem lhe serve a carapuça.
Ela está é certa em dizer que não vai se intimidar. Palmas à Corregedora.
Interssante esse raciocínio: um erro justificaria o outro.
Não seria melhor tentar consertar os dois comportamentos erráticos?
Não visto a carapuça, mas me senti ofendido.
Acho que vou começar a postar poesias.
“O homem é dono do que cala e escravo do que fala” (Freud)
Acredito que a Ministra Eliana esteja apenas equivocada quanto a minoria, pois a falta de moral que assola os homens em nossos dias é algo imensurável. Na verdade, de uma forma ou de outra a grande maioria só vê aquilo que lhes confere benefícios, deixando de exercer com dignidade a sua profissão, participando de vendetas por interesses escusos.
Aline,
Mas que mania que as pessoas têm de criticar o policial porque é policial, o juiz porque é juiz, o advogado porque é advogado. São, pois, indivíduos (“os críticos”) que o Aurélio denomina de “ignorantão” (1. Diz-se de, ou indivíduo muito ignorante, mas pretensioso; leigaço.).
Quer criticar? Tudo bem, eu também gosto de criticar. Mas toda crítica não passa de mera lamúria se não vier acompanhada da devida fundamentação, bem como do responsável a arcar com a apreciação desfavorável, ou seja, do verdadeiro culpado.
Você envereda pelos ramos do Direito? Pois saiba que a crítica deve ser nominal, sob pena de se cometer o pior dos ilícitos civis, de atingir injustamente toda uma classe e, por óbvio, ter de suportar a responsabilidade civil do ato perpetrado.
Pare de falar bobagens por aí e coloque a mão na consciência, porque criticar por criticar não vai tornar ninguém melhor. A única explicação para se criticar alguém é tentar fazê-la melhor. Destarte, o que explica a crítica a um Juiz é fazê-lo mudar ou receber a devida punição. Todavia, uma crítica generalizada impede que se mude alguém ou que se puna alguém e, portanto, não tem explicação.
E sobre “só se sente ofendido a quem lhe serve a carapuça”, penso que maior infelicidade nas palavras seria impossível. Pra não ter de lhe ensinar que todos têm opinião própria e, desta feita, têm o devido direito de gostar ou não de alguma coisa sem efetivamente “vestir a carapuça”, prefiro me guardar.
Até mais,
Não mexa com os Deuses, um raio pode cair na sua cabeça……………………
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Justiça pune juiz corrupto com aposentadoria de R$ 25,4 mil
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) puniu ontem o ministro Paulo Medina (foto), do STJ (Superior Tribunal de Justiça), com aposentadoria compulsória com direito a R$ 25,4 mil por mês. É o mesmo salário que ele ganharia se continuasse na ativa.
A decisão do CNJ foi unânime porque há fortes indícios de que Medina participou de um esquema de venda de sentença em favor de donos de bingos e bicheiros. Cabe recurso.
O ministro já estava afastado — mas recebendo normalmente o salário — do STJ havia mais de três em decorrência de investigações da Polícia Federal.
Em 2007, durante a Operação Furação (ou Hurricane), a PF obteve informações de que Medina, por intermédio de seu irmão Virgílio, teria recebido em 2006 R$ 1 milhão para liberar 900 máquinas caça-níqueis apreendidas em Niterói. Posteriormente, a liminar concedida por Medina foi cassada pelo ministra Ellen Gracie.
Almeida Castro, advogado de Medina, afirmou que seu cliente é inocente. “Virgilio usou o prestígio do irmão sem que ele soubesse.”
Não é o primeiro magistrado que é punido com afastamento remunerado. No Congresso Nacional há uma discussão para que seja extinto esse tipo de punição que, na prática, acabando sendo um prêmio aos juízes corruptos.
Com informação da Agência Brasil.
Antes que um raio caia sobre a minha cabeça, deixa eu me retratar: A justiça é somente composta de homens íntegros, honestos e comprometidos com a paz social, fim maior da justiça. O que existe, são raros e tristes episódios, que não devem manchar a classe e a Corregedora deve medir sua palavras. Vaias à Corregedora, pela infelicidade de suas palavras.
“Falar é prata, calar é ouro. Será mesmo?”
Bravo Dra. Eliana ! Se falar a verdade em benefício de todo um País é ser bocuda, acho que precisamos de mais BOCUDAS/BOCUDOS (que me perdoem os CALADOS/OMISSOS…). Não confio no poder judiciário (na única vez que o procurei, estou com meu processo parado na Justiça Federal há quase 05 anos, sem ao menos um despacho…). Estou com a senhora, passei a respeitar mais a justiça de meu país graças a sua coragem! Sou seu fã incondicional, mantenha-se firme…Deus está com a senhora!!!!
Infelizmente, não se pode votar para que os tratantes saim, porque nunca se votou para que eles entrassem.
( Noam Chomsky )