UMA EDUCAÇÃO FAMILIAR QUE FABRICA MARGINAIS


Do blog do Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja.

Acabo de ver no Jornal Nacional um troço escandaloso.

Uma empregada doméstica foi roubada e espancada por cinco jovens de classe média alta no Rio, quatro deles universitários — um é estudante de direito. Quatro já foram presos. O pai de um dos detidos deu uma entrevista depois de se desculpar com a vítima. E não teve dúvida: “É injusto manter crianças que estudam na cadeia”. As “crianças” a que se refere são maiores de idade, estavam num automóvel, voltavam de uma boate.

Não faltará quem veja na ocorrência uma espécie de derivação da crueldade dos ricos contra os pobres, mais um capítulo de uma espécie de arranca-rabo de classes. Bobagem! Não guardei o nome do pai — vou procurar depois no site do JN. Mas o que eu vi ali foi o resultado de algumas décadas de educação laxista, que prolonga indefinidamente a adolescência dos marmanjos, fazendo deles seres inimputáveis: podem quebrar, espancar, invadir, consumir drogas, fazer qualquer coisa. Eles têm direito à balada. E isso vale para qualquer classe

Já o pai da empregada, um homem simples, disse o óbvio: há pais, hoje em dia, que não querem saber onde estão seus filhos e o que eles fazem. Na mosca! Por isso, ele criou uma mulher decente, que trabalha e ganha a vida honestamente. Enquanto o outro está implorando impunidade para o seu marginal chique.

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