CNJ inspeciona judiciário do Piauí

Continuando a peregrinação pelo País, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) realizou, ontem, um trabalho de inspeção do Judiciário do Piauí. O presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, que é também presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), e o Corregedor Nacional de Justiça Gilson Dipp, acompanharam parte da inspeção.

Gilmar Mendes disse que se trata, na verdade, de uma ‘verificação’ e não de uma ‘pressão’ no judiciário local. “Estamos querendo saber como está a situação dos tribunais, como é o congestionamento de processos, quais os maiores problemas. É uma série de fatores que nos leva a fazer essa inspeção”.

Dipp culpa governo – Para o corregedor Gilson Dipp, a culpa pela situação precária que passa o judiciário, não só do Piauí, mas de todo o Brasil, é do Executivo. Segundo ele, o repasse de recursos ao sistema de Justiça do País é insuficiente. “Os tribunais se queixam que não há recursos por parte do Executivo e as poucas verbas que chegam são pessimamente administradas”, afirmou. O ministro lembrou ainda que na maioria das vezes são as prefeituras que fornecem servidores no interior.

Como se sucedeu aqui no Amazonas, no Piauí a audiência pública foi bastante concorrida e pululalam denúncias envolvendo membros do judiciário. Durante o ato, dezenas de pessoas se alternaram ao microfone do auditório para denunciar supostas irregularidades praticadas por desembargadores e juízes.

Entre as denúncias feitas ao CNJ, há casos escandalosos e esdrúxulos. É o exemplo de um dentista e agropecuarista, casado, que teve o patrimônio dividido judicialmente com a concubina. Depois, ele descobriu que o magistrado que concedeu a sentença também era amante da mulher beneficiada pela decisão do hoje desembargador.

Segundo o ministro Gilson Dipp, a situação do Judiciário do Piauí é preocupante e relativamente grave.

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