Juiz aviador

Eu sou leigo em matéria de aviação, mas nos cinco primeiros anos da minha carreira eu viajei mais do em todos os meus anos de vida. E as viagens eram realizadas em aviões pequenos, haja vista a precariedade das pistas de pousos no interior do Amazonas.

Realizei um sem-número de viagens sentado ao lado do Comandante Antonio Picão, no Cessninha de asa alta, fazendo o trecho Tefé-Japurá-Tefé. Estava tão familiarizado com os controles que se o Picão tivesse um troço durante o voo eu me garantiria.

Pois bem, ontem, quarta-feira, caiu um avião da Turkish Airlines quando se preparava para pousar no aeroporto de Amsterdã. As causas do acidente ainda não são conhecidas.

Então eu lembrei de um outro acidente, muito semelhante, ocorrido no dia 25 de agosto de 2005, envolvendo um Boeing 737 pertencente à companhia estatal peruana Tans, que caiu próximo a cidade de Pucallpa,  na região da Amazônia, fazendo 40 vítimas fatais.

Nesses dois acidentes, o ponto convergente é que as aeronaves preparavam-se para aterrisar e, repentinamente, despencaram ao chão.

No acidente com o avião peruano, constatou-se  que ventos cruzados atingiram a aeronave no momento da aterrisagem. E pelo que eu vi e aprendi com o Picão, quando um avião atravessa um vento cruzado, entra em estado de perda de estabilidade e não há piloto que dê jeito.

Se eu escrevi muita asneira, os entendidos me corrijam (educadamente, por favor).

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