Saco sem fundo

Talão de cheque de correntista é  extraviado em virtude de roubo. Como teve o nome inscrito em cadastro de inadimplentes após o fato,  entrou na Justiça com ação de indenização por danos morais contra o banco.

O banco (Itaú) é condenado a pagar pagar R$ 5 mil de indenização a título de danos morais.

Simples? Não para o Itaú.

Em sua defesa, o banco afirmou que a empresa de entregas Transpev Express Ltda. deveria integrar o processo, pois o roubo deveu-se a ato culposo da transportadora, não do banco.

Como era de se esperar, o recurso do Itaú foi rejeitado.

Imaginemos se o Tribunal o acolhe. A Transprev aponta que o roubo ocorreu devido ao carro-forte ter parado num local de risco, quando o pneu apresentou defeito de fabricação. A Michelin deve ser chamada. Veem os franceses e sustentam que a culpa não é deles, porque a matéria-prima utilizada na fabricação daquele lote de pneus foi mal armazenada, quando saiu de Xapuri/AC até sua fábrica. Vamos, então convocar a transportadora. Esta alega que o armazenamento defeituoso do latex deu-se em decorrência do mau funcionamento das baterias Moura… e vamos que vamos.

O Itaú indenizará o cliente e, se entender conveniente, acionará a Transprev.

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