Brasileiros humilhados na Venezuela

A notícia interessa aos amazonenses que pretendem pegar o automóvel e passar férias nas ilhas Margaritas, na Venezuela.

Segundo notícia do jornal Folha de Boa Vista, os turistas que tem se aventurado nessas férias em direção à ilha venezuela são humilhadas e a viagem de lazer transforma-se em dor de cabeça.

 Em decorrências de diversos acidentes causados por motoristas brasileiros, o governo da Venezuela instituiu o pagamento de um seguro de responsabilidade civil junto a  seguradora Mapfre. Acontece que apenas dois funcionários da seguradora atendem os cerca de  500 turistas que atravessam diariamente a fronteira. Antes era apenas um funcionário.

A carteira de motorista, por exemplo, que no Brasil pode substituir a cédula de identidade, não é aceita como documento de identificação na Venezuela.  Serve apenas para identificar o motorista.  Ou seja, quem não portar a carteira de identidade não consegue a emissão do seguro obrigatório e, consequentemente, não entra na Venezuela.

 No prédio da Aduana, dezenas de turistas, incluindo crianças, aguardam a vez para tentar conseguir o documento.  É preciso pegar uma senha e aguardar ser chamado. Diariamente são distribuídas 60 senhas. Depois disso, o atendimento é só no dia seguinte. Ocorre que os atendentes da Mapfre nem sempre conseguem atender os 60 turistas. O sistema é lento, a internet falha, o atendimento atrasa ainda mais e fica para o outro dia.

“Cheguei à Aduana às 18h de domingo e peguei senha para pagar o seguro obrigatório apenas para hoje [ontem]. São 13h30, minha senha é a de número 38 e ainda estão atendendo a de número 13. Sem dúvida, terei que pagar mais uma diária de hotel e adiar em mais um dia a minha viagem de férias em família. Isso é uma humilhação”, protestou o comerciante amazonense Rui Garcia, enquanto aguardava atendimento.

Garcia também criticou o que considera ser monopólio da seguradora. Para ele, se houver concorrência, o tratamento dispensado aos turistas seria mais humano e o serviço mais ágil. “Desde que começaram com essas exigências vários amigos meus que planejavam viajar para Margarita desistiram. Eu viajo para lá há 15 anos consecutivos, mas se isso não mudar, esta terá sido a minha última viagem”, disse.

O também comerciante André Coelho, que viaja com a família em companhia do comerciante Garcia, estava revoltado e prometeu agir contra a situação. “Vou fazer uma corrente na internet relatando tudo o que os brasileiros estão passando para entrar na Venezuela. Vou pedir aos internautas que passem um ano sem pisar nesse País”, ameaçou, acrescentando que pernoitou em Boa Vista, onde foi bem recebido.

O policial civil amazonense Ramiro Francisco da Silva Júnior reclamou não só do pagamento do seguro obrigatório – que dependendo do tipo do veículo e do câmbio oficial ultrapassa os R$ 300,00 – bem como uma nova taxa cobrada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

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