Tudo conspira

Costumo afirmar que sou magistrado por puro masoquismo. A vara criminal em que atuo tem processo que não acaba. Se sentencio 50, ingressam 100… Estamos vivenciando uma versão moderna da teia de Penélope, aquela do Ulisses.Conta a lenda que Ulisses saiu para combater em Tróia e como não havia notícias suas, os cortesões do reino passaram a assediar Penélope a fim de que ela escollhesse um novo rei. Para mantê-los afastados, Penélope prometeu escolher o substituto assim que terminasse de tecer uma mortalha. A rainha pois-se a tecer durante o dia e, para ganhar tempo, desfazia o que tecia à noite. Conseguiu embromar 20 anos nessa artimanha, até que Ulisses retornou.

Bom, mas o que eu ia escrever não era sobre a teia de Penélope. A lenda serviu apenas de intróito para o que aconteceu hoje. Simplesmente minha fiel escudeira, Ediluzia (isso lá é nome de gente…), remeteu um ofício para o Delegado Geral da Polícia Civil sem que o dito cujo estivesse por mim assinado.

Bonito pra mim receber de volta o expediente apócrifo.

Por isso eu digo que tudo conspira…

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