Arquivo para fevereiro de 2009

Internet em Manaus: cara e estressante – Parte V

 Fabiano escreveu no post sobre a  nossa imunda internet, Reproduzo-o.

“Bom pessoal, sou suspeito de falar sobre internet em Manaus, pois a pouco mais de 7 meses se instalou em nossa cidade uma empresa multinacional onde trabalho como Consultor de Telecom chamada NINETEL TELECOMUNICAÇÕES.
Acho que veio pra tentar resolver esse “MALDITO”problema de internet em Manaus, tenho um link em minha casa de 150kbps banda larga e, quando precisso dos “tais”150kbps, tem !
Como havia falado, sou suspeito, mais a NINETEL tem saida de internet propria,ou seja NÃO depende da EMBRATEL e TELEMAR(saturadas). Acho que esse é o diferencial da NINETEL, tem tudo pra ganhar mercado.

E se voces quiserem mais informações, entre em contato pelo fone ou e-mail abaixo.
Fone: (92) 9132-0745
E-mail: fabiano.queiroz@ninetel.com.br

Alguém pode dar um feedback?�

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A vergonha bate à sua porta

fraque.jpgNa Espanha  existe uma empresa chamada El Cobrador del Frac, que é procurada por credores e assume as dívidas deles. Se, após os avisos, o devedor não pagar, os cobradores entram em ação na frente de todo mundo, constrangendo-o.

O tal “cobrador” traja um fraque, gravata-borboletra e uma maletinha de circo na qual se lê “El Cobrador del Frac” e vai se postar por horas à frente do prédio onde mora o devedor, distribuindo cartões de visita aos outros moradores, a vizinhos de outros prédios, aos porteiros, ao sujeito da banca de jornal. Enfim, o mundo em que o devedor se move saberá que ele é caloteiro.

A campana pode durar vários dias até que a dívida seja paga.

Um casal demorou a pagar os 75 mil dólaras da festa de casamento e o cobrador de fraque não hesitou. Conseguiu a lista de convidados e ligou para cada um deles, dizendo que a fatura teria de ser divida pelos comensais.

Não deu outra. O casal se horrorizou a tal ponto que deu jeito de pagar na hora.

No Brasil, a cobrança de dívida constitui-se em legítimo direito do credor, mas o inadimplente não pode ser exposto ao rídiculo ou submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

Em outubro de 2008, a TV Bandeirantes exibiu uma reportagem sobre o assunto. A revista Piauí deste mês (fev) também traz pequena matéria sobre El Cobrador.

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Concurso da polícia civil e a dúvida do Sérgio Pinto

O leitor Sergio Pinto escreveu para o blog. 

“Se possível, gostaria que esclarecesse uma dúvida:

No edital do concurso, consta uma determinada pontuação para a prova de títulos (20 pontos para doutorado, 15 para mestrado e 10 para especialização), mas no Estatuto da Polícia Civil do Estado do Amazonas, consta outro critério de pontuação completamente diferente (no máximo 5 pontos para doutorado).

Essa divergência entre o que consta no edital e o estabelecido no estatuto pode existir?”

Vamos opinar?

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Kit para noites solitárias

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Um caso de banalização do dano moral

Sabemos nós que a reparação por dano moral puro sofreu considerável evolução, demorando árduos longos anos para ser efetivamente inserido no ordenamento jurídico brasileiro.

Esse reconhecimento, ainda que tardio, não impediu que o instituto se transformasse em objeto de inúmeras ações que abarrotam o Poder Judiciário, muitas delas absolutamente descabidas, a revelar o intento pernicioso dos autores desas demandas.

Um exemplo de despropósito pode ser constatado numa ação ajuizada perante um dos juizados cíveis aqui de Manaus. Na reclamação, o cidadão pretendeu receber a quantia de R$ 12.000,00 a título de dano moral, pelo fato da cancela eletrônica do shopping Studio 5 não lhe ter autorizado a saída do estabelecimento, o que lhe impeliu ao pagamento de R$ 3,00 (três reais).

Alegou o melindrado autor que o bloqueio da saída foi indevido, pois portava credencial emitida pela academia Companhia Athletica, que autorizava a permanência no referido shopping, por pelo menos, quatro horas. Por conta deste evento, diz que perpassou por sério desconforto, na medida em que até teve de ouvir ofensas de motoristas que vinham logo atrás, que reclamavam do bloqueio da saída.

O circunspeto julgador que apreciou a demanda entendeu que a irresignação do requerente revelou-se desmotivada e banal. Desmotivada, porque ele utilizou a credencial da academia para fins diversos do contratado, quando se dirigiu ao shopping para lanchar, e isto em um domingo, por volta das 18:30 h, horário em que a academia não funciona. E banal o fato em si, porque não passou de contrariedade corriqueira, comum nos dias atuais e insuscetível de indenização.

Moral da história: a reclamação oportunista foi julgada improcedente e reclamante condenado a desembolsar mais de R$ 4.000,00 pela brincadeira. Foi-lhe aplicada multa de 1% sobre o valor da causa, que é de R$ 12.000,00 (R$ 120,00), mais pagamento de 10%, a título de honorários, para cada um dos advogados das três empresas que integraram o polo passivo (Studio 5, Academia Atlhetica e a empresa que explora o estacionamento) e, finalmente, pagamento do preparo (R$ 455,00).

A medida deve surtir efeito pedagógico, a fim de evitar futuras ações oportunistas.

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