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Um botafoguense feliz

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Botafoguense abusado desfia os cunhados: aposta uma garrafa de wiskey que o fogão vence e, de lambuja, ainda dá o empate. Flamenguistas, vascaínos, tricolores, todos vestem o uniforme rubro-negro na esperança de encalacrar auferir vantagem em cima do suposto louco. Até eu entrei nessa.

Na foto, após a partida, ele posa feliz. Um blue, dois black e um red. E mais R$ 100,00 de um abstêmio.

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Sugestões para o Imperador

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Após marcar o gol da vitória do Fla sobre o Vasco, domingo, no Maracanã, Adriano exibiu uma camisa com os dizeres: “Que Deus perdoe as pessoas ruins”.

Acima, sugestões para o Imperador usar no próximo domingo, contra o Botachoro.

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O deus do Flamengo

zico.jpgEm meados dos anos 60, quando os repórteres visitavam o quartel-general dos Coimbra no subúrbio de Quintino Bocaiúva, na Zona Norte do Rio de Janeiro, era normal que se perguntasse aos irmãos Edu, ponta-de-lança do América, e Antunes, atacante do Fluminense, quem era o melhor entre os dois. Pois a resposta era a mesma. Quando a pelada não era em frente à residência, Edu mandava o jornalista dar uma volta pelo bairro em busca do irmão caçula, Arthur. O grande craque do clã estava invariavelmente por ali, na rua, com a bola no pé, desafiando vizinhos mais velhos. Edu fez história pelo América, tradicional clube carioca, e chegou a defender a Seleção. Antunes ganhou destaque nos tempos de Flu. Já seria algo memorável para qualquer família brasileira.

Neste caso, contudo, ainda haveria muitas glórias pela frente, como o próprio ponta gostava de destacar: “O melhor ainda está por vir”. Era só questão de tempo para Arthur virar o Zico que encantaria a torcida do Flamengo e o mundo do futebol por décadas. “Quando você tem na sua família dois jogadores que passam por tudo aquilo que vai enfrentar no futuro, ajuda. Pude acompanhar as carreiras bem de perto, ia ver todos os treinos e jogos. Sempre que precisava, eu recorria a eles”, conta Zico em entrevista ao FIFA.com. “Mas, à parte disso, eu adorava jogar futebol.”

Flamenguismo biológico Zico adorava jogar bola e também torcer pelo Flamengo, algo que era exigência de berço em sua casa. Ele era o mais novo de seis irmãos, cinco deles homens, respondendo ao imigrante português de Tondela José Antunes Coimbra, que foi sócio-fundador do clube da Gávea e flertou com uma carreira de goleiro profissional. “Cada um que nascia ganhava o uniforme da Seleção Brasileira e o do Flamengo. Eu era o último da escadinha, e só havia sobrado a camisa oito”, relata Zico, que mais tarde eternizaria a dez rubro-negra. “Havia bandeira em casa, nosso cachorro se chamava Mengo, o passarinho era o Cardeal, por ser vermelho e preto; essas coisas.”

Os irmãos atestavam a habilidade de Zico. E começaram a fazer lobby por sua carreira. O garoto de 14 anos chegou a disputar um jogo pelo América, mas, antes de embarcar de vez no clube, recebeu a tão esperada chance pelo Fla. “Estava para fazer um teste, aí aconteceu a possibilidade de escolher o Flamengo, e é lógico que eu preferi. Meu irmão Edu já havia se apalavrado, mas entendeu perfeitamente e os dirigentes também. Era uma escolha de coração.”

No Flamengo, Zico teve de esperar por dois anos para disputar o primeiro campeonato, nas divisões de base, com 16 anos, em 1969. “Naquela época era mais difícil para os garotos. Pois você ficava primeiro na escolinha, com companheiros até três anos mais velhos, e a disparidade era muito grande”, lembra. Quando começou a evoluir de categoria, encarou mais dificuldades. “Cheguei com boas perspectivas, mas o fato de ser muito franzino despertava desconfiança.” Eu tenho a força Mas o talento desse jogador falou mais alto, e o clube investiu em um tratamento até então inovador de fortalecimento muscular. “Não se tinha notícia de que alguém tivesse feito isso“, afirma o Galinho, que teve a orientação dos médicos José de Paula Chaves e José de Paula Chaves Filho e do preparador físico José Roberto Francalacci. “Era a antecipação de um biótipo que eu poderia ter, mas talvez com mais idade.”

Com o corpo em forma e o acolhimento do clube, Zico, que havia estreado no time principal em 1971, dando uma assistência em vitória sobre o Vasco pelo Campeonato Carioca, estava pronto para decolar. E decolou: “Acho que eu jogaria bola de qualquer jeito, afinal o físico não é tudo. Não adianta nada ser forte e não saber fazer nada. Mas dá para dizer que ganhei segurança”.

Sob sua liderança, com cobranças de falta perfeitas, finalizações precisas em velocidade, muita técnica e visão de jogo, o Flamengo conquistou seis campeonatos estaduais (e uma edição extra em 1979), três Campeonatos Brasileiros, a Copa União de 1987 e a Taça Libertadores da América e a Copa Intercontinental em 1981. “O bom foi que a gente conseguiu montar um grande grupo, de muitos talentos, juntando duas ou três gerações diferentes”, afirma. “Todo mundo se conhecia, sabia o que era o clube, a grande maioria era flamenguista, o que é importante, e todos tinham grande potencial. Tivemos o privilégio de conseguir, num período curto, mais títulos do que o Flamengo tinha em sua história. Como torcedor, ter participado disso foi muito legal. Até ali eu tinha comemorado poucos títulos. Na verdade, queria mesmo é ter sido torcedor na minha época de jogador”, brinca.

Rio de Janeiro, Udine, Sarrià Foi formada uma legítima dinastia, que só teve uma breve pausa nas temporadas 1983-1984 e 1984-1985, quando o meia defendeu a Udinese, ajudando a transformar um clube modesto em uma potência repentina. Em seu primeiro ano no Calcio, o brasileiro levou a equipe à disputa do título nacional e à briga por uma vaga na Copa dos Campeões da UEFA, mas uma lesão na reta final atrapalhou a campanha. Zico ficou fora de campo por cinco rodadas, e a Udinese acabou caindo da terceira para a nona posição. “Muitos craques do mundo todo estavam lá. Os olhos do futebol mundial estavam voltados para a Itália nessa época. Foi um ano muito bom, de confirmação para mim, cumprindo as expectativas em outro país.”

Pela Seleção Brasileira, Zico disputou três Copas do Mundo da FIFA – Argentina 1978, Espanha 1982 e México 1986 – e seu melhor resultado foi o terceiro lugar em sua primeira participação. Essa, porém, não é a campanha que ficou marcada no imaginário do futebol canarinho. Quatro anos mais tarde, uma fantástica equipe encheria o país de esperança e conquistaria a todos ao demolir seus adversários com um futebol vistoso e único. Até esbarrar em uma inspirada Itália, e principalmente num inspirado Paolo Rossi, no Estádio Sarrià, com uma derrota impactante por 3 a 2. “O legado é sempre importante deixar”, afirma o camisa 10 e maestro da Seleção de Telê Santana, derrotada na segunda fase. “Mas o importante, para um profissional, é o título. Fico satisfeito de ter participado de uma equipe dessas. Somos lembrados em todos os lugares. Mas ficaria feliz mesmo era com a conquista.”

Em 1986, Zico viveria mais um momento duro com a Seleção, ao cair nas quartas-de-final diante da França, na disputa por pênaltis. O Galinho estava longe de seu melhor preparo físico, recém-recuperado de uma gravíssima lesão no joelho, e acabou desperdiçando um pênalti decisivo durante o jogo, numa tarde estranha para os craques – na disputa final, Michel Platini e Sócrates também erraram suas cobranças.

Já veterano, prorrogou sua carreira no Flamengo até 1990. Depois ainda encontrou determinação para ajudar na transição do esporte para o profissionalismo e na expansão de sua popularidade no Japão, onde jogou entre 1991 e 1994 e foi exemplo dentro e fora de campo. Ele ajudou a construir a sólida estrutura que faz do Kashima Antlers uma referência nacional. É venerado no país. São muitos os feitos. Diante de tantas taças erguidas e grandes memórias, porém, talvez para Zico não exista diferença entre o genial craque rubro-negro e aquele garoto que se esbaldava em Quintino. É o que se percebe quando ele confessa ao FIFA.com que gostaria de ser lembrado apenas como “um cara que ama o que praticou”. “Sempre com muita seriedade e tentando me aprimorar. Um cara que sempre jogou limpo e se dedicou de corpo e alma ao futebol.”

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O “AMIGO” DO AMAZONAS

PrtScn da Coluna Radar – Revista Veja, já nas bancas.

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ORLANDO É O CARA

 Orlando, 110 quilos.

O popstar do torneio de handebol masculino do Pan não joga pelo Brasil – mesmo com a seleção cheia de bonitões que enchem a torcida de meninas e seus gritinhos um dia exclusivos dos craques do vôlei. A galera está apaixonada é por Orlando, o pivô da seleção do Uruguai. Com 1,69m (a altura de Romário), 110 quilos – mas parece mais, repara só nas fotos – e muita disposição, ele faz o maior sucesso com o público.

Na fácil vitória da seleção brasileira (28 a 16), ele foi mais festejado do qualquer um dos craques brazucas. A torcida cantava seu nome em coros como o tradicional “Orlando, cadê você/ Eu vim aqui só pra te ver” e aplaudia toda vez que o pivô entrava em quadra.

Inapelavelmente gordo, bem mais baixo que companheiros e adversários – como todos os esportes coletivos, à exceção do futebol, handebol é jogo de gigantes -, o camisa 20 virou estrela no Pan. Protagonizou a apoteose da partida quando, no segundo tempo, marcou seu gol.  A galera foi ao delírio.

“A torcida foi simpática comigo. Fiquei feliz” – comentou ele, 27 anos, todo boa praça, na concorrida coletiva da qual foi a estrela. – Estou acima do peso – confirmou (como se precisasse), admitindo que gosta de tomar uma cerveja.

E quem não gosta? Assim, viva Orlando!

Material surrupiado do blog do Aydanonopan.

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