Cotidiano

Juiz cristão pede demissão para não realizar casamentos entre homossexuais

Um juiz de 57 anos, renunciou ao seu cargo na Carolina do Norte. Gilbert Breedlove, que também é pastor ordenado, trabalhava há 24 como juiz para o Condado de Swain.

Entre suas funções de juiz ele realizava casamentos no fórum. Por causa da nova lei do Estado, seria obrigado a realizar casamentos de pessoas do mesmo sexo a partir deste mês. Como isso vai contra sua fé, decidiu abandonar a função

“Era a minha única opção… a Bíblia inteira ensina que casamento é entre um homem e uma mulher. Qualquer outro tipo de atividade sexual é definida como a fornicação, não casamento”, declarou Breedlove à imprensa.

Ainda sem ter idade para se aposentar, abriu mão de sua principal fonte de renda e passará a viver com um salário oferecido por sua igreja, o qual é bem inferior. Ele afirmou que entende claramente as consequências de sua decisão, mas sabe estar fazendo o que é certo, pois Deus é mais importante em sua vida

Seu desejo é que seu exemplo possa incentivar outros magistrados a se posicionar.

Ele não está sozinho. John Kallam Jr., juiz do condado de Rockingham, também apresentou sua renúncia, citando sua fé.

Kallam afirma que fazer casamentos homossexuais seria “profanar a santa instituição estabelecida por Deus”. Cerca de 400 cristãos reuniram-se em frente ao tribunal que ele trabalhava para mostrar seu apoio. Um juiz do condado de Pasquotank, que não quer se identificar, divulgou para a imprensa que após se recusar a fazer um casamento de dois homens, recebeu um aviso do governo do Estado que, segundo a nova lei, se insistir em sua postura será demitido

Surrupiado daqui

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O estigma da gravata

AhmadinejadQuando eu via o Presidente do Irã, seja na televisão, seja em fotografias, eu me perguntava por quê ele usava blazer, mas sempre desacompanhado da gravata, ainda que em eventos formais, como nas reuniões das Nações Unidas.

Hoje, durante a leitura do  livro o “O Que Deu Errado No Oriente Médio“, acho que eu descobri a resposta.

Segundo Bernard Lewis, autor da obra, por muito tempo o vestuário ocidental foi evitado, porque visto como símbolo do infiel. Com o passar do tempo, teria ocorrido um abrandamento desse pensamento e grande parte da população masculina urbana passou a adotar trajes de estilos ocidentais.

No entanto, a gravata continua a ser evitada, pois simbolizaria a rejeição da cultura ocidental e de seus símbolos.

Por alguma razão, os mulçumanos atribuem à gravata um outro significado simbólico, talvez por causa de seu aspecto vagamente cruciforme.

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Pimpões

Estamos cheios de pimpões e parlapatões dando pitacos no Poder Judiciário, o único que não pára, jamais, de incomodar a todos – Executivo, Legislativo, empresários, jornalistas irresponsáveis, patrões exploradores, fiscais corruptos e autoritários etc. – por dever de ofício.

Nada obstante, fomos chamados, de modo irresponsavelmente generalista, de “bandidos de toga”. Aquela que assim nos chamou, esse mês foi pega de calça curta, tendo de explicar por que razão, num país em que o teto remuneratório é o subsídio de ministro do STF, recebeu mais de 100 mil reais, dos quais 84 mil reais em auxílio-alimentação!

Quem come tanto?

Veio a senhora dos bons costumes dizer que é direito de todo juiz federal. Péra lá!! Pode até ser, pois todo servidor recebe. Mas com respeito ao teto, pois não? Ou ela está acima da lei?

Agora entendo porque Suas Excelências das Cortes Superiores estão, literalmente, pouco se importando para o reajuste dos subsídios dos magistrados

Recebendo esses altos valores, com vencimentos superiores a 100 mil reais, quem precisa do subsídio? Com Ministro do STF proprietário de instituição de ensino, quem precisa de subsídio? Com Ministros do STF dando aulas em diversas faculdades, que lhes buscam em jatinhos em Brasília, quem precisa de subsídio? Com Ministros do STF e do STJ recebendo auxílio-moradia para morar no local em que está sediado o Tribunal onde trabalham, quem precisa de subsídio

É a hipocrisia dos pimpões, que se dizem arautos da ética, à custa do trabalho e da imagem dos tolos e pobres mortais de 1º e 2º Graus, que são JUÍZES de verdade, porque ingressaram na carreira por concurso.

Bem dizem que a Verdade não é filha da Fúria da argumentação, mas sim do Tempo.

E o Tempo tem demonstrado como andam esses arautos da ética: Demóstenes Torres, Chalita e Eliana Calmon.

Surrupiado do Judex.

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Justiça que tarda é Justiça que falha

O recém-iniciado julgamento pelo Supremo Tribunal Federal da Ação Penal nº 470, conhecida nacionalmente como mensalão, está dando à população brasileira a oportunidade de acompanhar ao vivo o funcionamento do mais importante órgão do Judiciário. É uma vitória da democracia que questão tão crucial possa ser decidida com esse grau de transparência. Mais do que a eventual condenação de figuras importantes e sobejamente conhecidas, estão em discussão temas fundamentais para a República, pois serão, espera-se, proclamados, em alto e bom som, os direitos e os deveres daqueles que exercem funções públicas. É uma oportunidade para que os padrões de comportamento sejam passados a limpo. Esperamos que o julgamento defina de forma correta a linha de conduta dos cidadãos pelos anos vindouros.

Mas o mensalão é apenas uma ação entre milhões que tramitam a cada dia pelos tribunais do país. Ganhou notoriedade ímpar por sua conotação política e pelos nomes que compõem a relação dos réus. Perguntar-se-ia, pois: esta é a questão mais importante em julgamento no Poder Judiciário? A resposta é não, não e não. Para cada cidadão brasileiro, a ação mais importante é aquela que lhe diga respeito. Uma nação é constituída de pessoas, todas iguais em suas diferenças, tais como mães que reclamam o pagamento de pensões alimentícias para os filhos, pequenas ou grandes empresas que exigem o cumprimento de seus direitos, chefes de família que não suportam ser mal atendidos em serviços para os quais pagaram antecipadamente, donas de casa que não admitem que o sossego familiar seja perturbado por um vizinho, e inúmeras outras situações do cotidiano.

A procura, de forma civilizada, do reconhecimento dos direitos individuais encontra no Poder Judiciário seu único caminho. A cada dia estamos mais conscientes de nossos direitos e mais dispostos a lutar por eles. Assim, a procura pela atuação do Judiciário não só é consequência natural do processo de desenvolvimento do país, como tende a aumentar progressiva e geometricamente. É hora de todos os que atuam profissionalmente nas áreas do direito unirem forças para solucionar os ingentes problemas que a Justiça do país está enfrentando e enfrentará.

Não é admissível que organismos criados para, em última análise, desenvolver e aprimorar as práticas da Justiça se engalfinhem, interna ou externamente, por questões que não representam o cerne da questão, qual seja, um sistema que, pura e simplesmente, permita que os direitos legítimos sejam reconhecidos com a rapidez que os tempos modernos exigem. Uma conhecida parábola — a Justiça tarda, mas não falha — caiu em desuso. Nos dias de hoje a Justiça que tarda é uma Justiça que falha!

As responsabilidades têm que ser compartilhadas por todos, membros de tribunais de Justiça estaduais e federais, representantes das elites pensantes dos diversos setores da sociedade, academia, e, principalmente, aqueles que representam o direito de terceiros, ou seja, advogados, integrantes de órgãos fiscalizadores da aplicação da lei, bem como funcionários dos organismos judiciais. É hora de todos trabalharem em harmonia. Vejo com grave preocupação os desentendimentos que grassam internamente em cada setor. E, muito pior, os antagonismos crescentes entre os diversos setores dos operadores do direito.

Advogado militante há quase 50 anos, venho sentindo muita falta de atuação mais propositiva da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), instituição que teve papel preponderante para o retorno do país à normalidade democrática. É, pois, hora de a OAB reassumir seu papel de liderança institucional, como ocorreu quando, na vigência do arbítrio do regime militar, a Ordem lutou pela restauração plena do habeas corpus, pela supressão da censura à imprensa e pelo retorno da intangibilidade das garantias constitucionais da magistratura, sem o que não se estaria falando a sério no restabelecimento do Estado Democrático de Direito.

Que venham propostas concretas para aprimoramento das práticas judiciais. Que essas propostas sejam apresentadas aos responsáveis por sua implantação. Que sua implantação seja cobrada dos responsáveis. Que ninguém se intimide de nominar quem quer que, independentemente de seu cargo ou função, não esteja agindo conforme os melhores princípios republicanos. O momento é de se ter coragem de construir um futuro mais justo.

Autor(es): Sergio Tostes
Correio Braziliense – 20/08/2012

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Ficha limpa no Amazonas

rosalia

A colega Rosaria G. Sarmento, que responde por uma das varas da Comarca de Manacapuru com competência eleitoral, mereceu elogio da Corregedora Nacional da Justiça, Ministra Eliana Calmon (printscreen do Facebool).

Rosália se engajou no projeto para que Manacapuru inserisse na sua Lei Orgânica dispositivo vetando a contratação de funcionários denominados “ficha-sujas”.

Manacapuru segue o exemplo de Humaitá, primeiro município a incluir tal comando, numa iniciativa pioneira do colega George Lins.

Parabens aos dois magistrados.

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